Policiais, romances, ficção, mistério... detetives!

DE AUGUSTE DUPIN A KURT WALLANDER - A literatura policial é um gênero que atrai milhões de leitores no mundo. Desde o primeiro detetive dos romances policiais modernos, o francês Auguste Dupin (criado por Edgar Allan Poe, na metade do século 19), passando por detetives cerebrais, investigadores durões e especialistas da Polícia Investigativa, a variedade de tramas e personagens enche os olhos de quem busca por uma boa história de aventura.
Literatura noir, histórias de crime, ficção policial... Neles, na maioria das vezes, temos crimes e vítimas. Mas não em todas. Existe algo que se repete em todas elas para além do sangue, da violência, do delito: o mistério. Sempre há algo oculto a ser revelado, alguma coisa a ser descoberta e contada. O gatilho da narrativa é o crime, mas o que a mantém viva é o enigma, e isso força a entrada em cena de um personagem: o detetive.
Dos personagens carismáticos às tramas engenhosas e criativas, ficções policiais têm feito parte do cotidiano da leitura das pessoas, e essas histórias não se restringem às páginas dos livros. No cinema, Sherlock Holmes já apareceu em mais de 200 filmes, estampou histórias em quadrinhos, brinquedos e diversas variedades de colecionáveis. Vários detetives da ficção também ganharam séries na TV, como Hercule Poirot e Miss Marple, personagens de Agatha Christie, e o solitário Kurt Wallander, detetive criado pelo sueco Henning Mankell. Sem esquecer de Mandrake, o advogado/detetive de Rubem Fonseca.
Em Grandes Detetives, você irá encontrar um breve perfil de alguns destes personagens marcantes da literatura policial, personagens estes que moldaram uma estética literária, sendo que alguns são sucesso de público há décadas (e até da crítica, que vem superando a insistência inocente em estigmatizar negativamente o gênero, rendendo-se à maturidade das obras e autores de qualidade no mercado editorial). Quanto à longevidade dos detetives literários, toma-se como exemplo Sherlock Holmes, criado em 1887, por Arthur Conan Doyle, ou os inúmeros detetives de Agatha Christie, a Dama do Crime: o belga Hercule Poirot (1916), a velhinha simpática Miss Marple (1930) e tantos outros personagens que fizeram história e continuam conquistando legiões de leitores e recém-leitores.
Essa é a literatura policial, gênero que, tal como o vinho, melhora substancialmente com o tempo...
Ana Paula Laux